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O útero – um carro que carrega o bebê

  • Posted on:  Thursday, 20 June 2013 13:22
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Vamos agora para o segundo elemento que o bebê perde com o nascimento. Ele perde o movimento que o embalava incessantemente dentro do útero, exatamente da mesma forma que acontece quando estamos dentro de um carro que se desloca e que, com seus movimentos, nos embala docemente. Qual de nós já não presenciou o "Vamos dar uma voltinha de carro que o nenê se acalma e dorme"? Carro faz tão bem ao bebê que chega a acalmá-lo e deixá-lo tão relaxado a ponto de dormir? Por que será? Ora, ora, porque a única vida que ele conheceu até então era dentro de um "carro humano", sendo carregado para lá e para cá. Pode-se argumentar que quando embalamos o bebê nos braços ele responde bem, e é verdade. As sacudidinhas que a gente dá no bebê nos nossos braços é o que de mais parecido lhe damos - depois da "voltinha de carro", é claro – ao que ele tinha dentro da barriga da mãe. Faz bem, mas é diferente do balanço natural do corpo da mãe durante as atividades do seu cotidiano – exatamente como fazia com ele na barriga. Só que agora ela vai fazer com ele colocado no peito dentro do extero-útero que é a bolsinha canguru. O que esse embalo natural do movimento do corpo da mãe traz de benefício ao bebê? Chamamos de sistema vestibular a parte central do ouvido interno de onde recebemos a nossa sensação de equilíbrio. Receber estimulações no equilíbrio semelhantes às que tinha dentro do corpo da mãe, diferentemente da interrupção abrupta dessa sensação (privação perceptiva no sistema vestibular), permitirá à criança ir construindo o senso de equilíbrio a partir do equilíbrio materno. Se não bastasse tudo isso, sabia que mais de 85% das causas de crises labirínticas (tonturas) são provenientes de stress? Ou seja, a vida emocional em desordem nos tira o equilíbrio nas emoções, é fato, mas reflete também no corpo. Mais uma vez, vemos como o corpo da mãe pode transmitir diversos bebefícios ao bebê nos seus primeiros meses de vida. Dentre eles, a formação e a percepção do equilíbrio tendo como parceiro de trabalho e construção o corpo da mãe – com todas as sofisticações motoras que ele já possui e o do bebê, não. Luciene Godoy - Psicanalista
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